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Jornal DCI 02/10/2007
Com
um fluxo comercial de mais de US$ 15 bilhões registrados nos primeiros
oito meses do ano, a China desbancou o Mercosul e já ocupa a posição de
segundo maior fornecedor de produtos para o Brasil depois dos Estados
Unidos, na lista de importação individual. Diante do déficit comercial
crescente, que chegou a US$ 388 milhões, empresários buscam
alternativas para ganhar mercado no país asiático.
Entre janeiro e agosto, o total de importações brasileiras estabeleceu
novo recorde e alcançou US$ 74,921 bilhões. Essa cifra superou em 27,8%
a de igual período de 2006. Com taxa de crescimento menor, de 15,9%, as
exportações igualmente foram as maiores da história e totalizaram US$
102,434 bilhões. O comércio com a China, entretanto, foi uma das
propulsoras para o incremento das importações brasileiras. Sua
vice-liderança entre os fornecedores individuais repetiu-se nos últimos
três meses, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), e
mostram que dificilmente a China perderá sua atual posição. O total de
US$ 7,579 bilhões em produtos desembarcados entre janeiro e agosto
representou aumento de 54,4%, em relação a igual período de 2006.
Também respondeu por 10,1% do total de bens comprado pelo Brasil no
exterior.
Diversificação da pauta
Os dados referentes aos oito primeiros meses do ano indicam também que,
entre os dez principais itens de importação da China, não figuram os
que mais causam gritaria na concorrência nacional, como calçados,
produtos têxteis e brinquedos. Essa lista destaca o peso dos insumos
para o setor de informática, aparelhos de telefonia, geradores e
aparelhos domésticos.
Na comparação entre países individuais, os Estados Unidos continuam a
liderar a lista dos fornecedores de produtos ao Brasil. Com
participação de 16,2% na pauta importadora do País, os EUA foram a
origem de US$ 12,131 bilhões em bens importados. Entretanto, o conjunto
das importações provenientes do Mercosul alcançou US$ 7,245 bilhões no
período - US$ 334 milhões menos que a China. Somente a Argentina, que
despencou da segunda para a terceira posição em janeiro passado e assim
se manteve, embarcou US$ 6,520 bilhões ao Brasil no período de janeiro
a agosto.
"O empresário brasileiro não teme mais a China como há alguns anos. O
perfil da importação mudou. Ganha força a compra de máquinas e
equipamentos para investimento", destacou o presidente da Câmara de
Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), Charles Tang. "Com essa
mudança, o déficit do Brasil com a China este ano não deve ultrapassar
os US$ 500 milhões, faixa em que deve se manter por alguns anos",
estima Tang.
Investimento
"Também vemos um forte incremento no intercâmbio empresarial. Tanto
empresários chineses estão muito interessados em vir para o Brasil,
como os brasileiros em abrir filiais na China", afirmou o presidente da
CCIBC. Acompanhando mais de cem empresários brasileiros em viagem à
maior feira multissetorial da China, a Canton Fair, na China, Tang
destacou a participação de empresários brasileiros do setor de
calçados, autopeças, têxteis, siderúrgico e até sucroalcooleiro. Esta é
a primeira vez que a China inclui na feira uma seção destinada às
importações, iniciativa que acompanha a estratégia do governo chinês
para diminuir o excedente comercial.
Segundo estimativas do governo chinês, a partir de 2010 a economia do
país terá capacidade para absorver US$ 1 trilhão em importações. "A
China é um mundo de oportunidades. Todos estão interessados em ganhar
este mercado", disse. Ele contou que já existem cinco fábricas
brasileiras de autopeças na China, com investimentos que ultrapassam os
US$ 100 milhões. Na contra-mão, os chineses também estão de olho no
mercado brasileiro. "Eles querem ter mais controle do fluxo de produtos
os quais dependem o crescimento deles, como os insumos siderúrgicos.
Mas o Brasil ainda é um país com enormes entraves que afastam os
investidores, como alta carga tributária, falta de logística, câmbio
desfavorável e leis trabalhistas desatualizadas", contou Tang.
Com um fluxo comercial de mais de US$ 15 bilhões nos primeiros oito
meses do ano, a China desbancou o Mercosul e já ocupa a posição de
segundo maior fornecedor de produtos para o Brasil, depois dos Estados
Unidos, na lista de importação individual.
Acompanhando mais de cem empresários brasileiros em viagem à maior
feira multissetorial da China, a Canton Fair, o presidente da Câmara de
Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), Charles Tang, destacou a
participação de empresários brasileiros do setor de calçados,
autopeças, têxteis, siderúrgico e até sucroalcooleiro. Esta é a
primeira vez que a China inclui na feira uma seção destinada às
importações, iniciativa que acompanha a estratégia do governo chinês de
diminuir o excedente comercial.
No Brasil, a expansão do saldo positivo na balança comercial já vem
sendo comprometida, principalmente por conta do dólar baixo. Prova
disso é que o Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio
Exterior (Mdic) a reduziu as projeções para o superávit comercial em
2007 de US$ 45 bilhões para US$ 40 bilhões. De janeiro a setembro, o
saldo da balança soma US$ 30,94 bilhões, valor 9,5% inferior ao
registrado no mesmo período do ano passado. Fonte:http://www.akna.com.br/site/montatela.php?t=noticias&cod=34
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