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| Mercados: DIs têm novo ajuste de alta antes do Copom |
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SÃO PAULO - À parte da melhora observada nos mercados brasileiros e
internacionais, os contratos de juros futuros seguiram ajustando para
cima na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) .
A
alta nas taxas evidencia a cautela dos agentes ante a reunião do Comitê
de Política Monetária (Copom), que apresenta ainda hoje sua decisão
sobre a taxa de juros brasileira. Não há consenso sobre o tamanho da
alta, se de 0,25 ponto percentual, ou 0,5 ponto percentual.
O
contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de
2009, o mais negociado, fechou com alta de 0,05 ponto percentual, a
12,53%, anuais. Janeiro de 2010 acabou o dia com ganho de 0,07 ponto, a
13,35% ao ano. Janeiro 2011 avançou 0,08 ponto, para 13,48%, e Janeiro
2012 ganhou 0,10 ponto, para 13,49% ao ano.
Na ponta curta, maio
de 2008 encerrou com ganho de 0,05 ponto, a 11,46%. Julho de 2008 teve
alta de 0,03 ponto, para a 11,66% anuais, e outubro de 2008 fechou
apontando 12,11%, com valorização de 0,02 ponto.
Até as 16h15,
antes do ajuste final de posições, foram negociados 1.136.043
contratos, equivalentes a R$ 104,79 bilhões (US$ 62,29 bilhões). O
vencimento de janeiro de 2009 foi o mais negociado, com 196.564
contratos, equivalente a R$ 18,05 bilhões (US$ 10,73 bilhões).
Para
o sócio da Paraty Investimentos, Marco Franklin, o Banco Central
anunciará uma alta de 0,5 ponto percentual na Selic, puxando a taxa de
11,25%, para 11,75% ao ano. "É o início de um ciclo de aperto com
duração e magnitude menor que o último realizado."
O último
período de reajuste promovido pelo BC aconteceu entre setembro de 2004
e maio de 2005. A taxa saiu de 16% para 19,75%, alta de 375 pontos
base, ou 3,75 pontos percentuais.
Para Franklin, o ciclo que se
inicia hoje terá duração mínima de seis meses com reajuste de 200
pontos base. "Agora, se vai parar por aí é outra história, depende dos
indicadores."
Na avaliação do especialista, encerrada as quatro
altas de 0,5 ponto percentual, com Selic em 13,25% ao ano, a
expectativa é de que os indicadores de inflação e demanda tenham
arrefecido bastante.
Franklin lembra que todas os indicadores
sobre o comportamento da demanda, entre eles, crédito, utilização da
capacidade da indústria, desemprego, vendas no varejo e renda real
estão todos muito "esticados".
Fora isso, Franklin diz que é
visível a alta da inflação e destaca que não dá mais para culpar apenas
o comportamento dos alimentos. O especialista lembra que o IPA
industrial saiu de 2,5% em março do ano passado, para 7% em março desse
ano, e que tal indicador não é influenciado pelo preço do arroz e do
feijão.
(Eduardo Campos | Valor Online) |
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